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Aponte o cursor e vá – as vantagens de viajar para “perto de casa”

Colocar a mochila nas costas (ou arrastar a rodinha) e “meter o pé na estrada” é uma das melhores sensações que a liberdade oferece – tanto faz se em grupo ou sozinha. E uma grande vantagem é não precisar ser feriado prolongado ou férias para que descobertas sejam possíveis num final de semana comum. Como descobrir uma pequena cidade com uma linda cachoeira ou uma reserva florestal cheia de ótimas trilhas?

Em todas as regiões do Brasil é possível encontrar “algo novo” bem perto de casa – considerando perto algumas poucas horas de distância para os desafortunados que viajam no famoso “busão”. Para isso, basta conhecer o próprio estado, googlar por alguns minutos, fuçar blogs de viajantes intrépidos… Não há desculpa plausível na era da internet para não saber que a poucas horas de ônibus/carro ou bicleta há uma cidade ótima para rapel, ou com paisagens deslubrantes depois de umas horinhas de caminhada, ou uma praia de dar inveja às do Caribe ou um parque, (…) Sendo no Brasil, é impossível não haver o que se fazer.

A riqueza ambiental do país permite que estejamos sempre perto de algo que, se não for espetacular, é sem a menor dúvida, ainda assim, um ótimo passeio. O que muitas vezes impede os novatos viajantes de se deixarem levar pela novidade de uns dias de viagem é a errônea analogia que ainda existe de que viajar é caro.  Viajar é como comprar uma roupa – você pode pagar mais caro por uma marca ou ficar linda e maravilhosa com uma bem mais em conta que comprou na outlet! Simples assim.

Perto é bastante referencial e depende do tempo disponível de cada um – um final de semana com duas diárias, um sábado de bate/volta, um feriadão prolongado que costuma ser uma viagem menos barata, mas que nada que uma economia em supérfluos da rotina não compense. A questão básica e promordial é PESQUISAR!

Tudo vai depender do planejamento que é feito para que dois dias ou um final de semana prolongado caibam no orçamento. Não sou “a organização em pessoa” e muito menos boa com números, mas nas minhas limitações, bastam uma calculadora e boas conversas com amigos viajantes. Para aqueles que ainda não se deram ao “luxo” de programar uma viagem “ao lado de casa”, abrir o Google é fundamental. Abra o Google Mapas e veja quais cidades interessantes estão perto da sua. Há um recurso, clicando o lado direito do mouse, chamado “O que há aqui?” que mostra algumas poucas informações sobre o destino, mas que já podem ser diferenciais para perceber que sempre tem o que descobrir.

Como há limitações, o Google Mapas serve mesmo para uma primeira orientação, principalmente porque mostra a distância entre os destinos. A partir daí, é se divertir fazendo roteiro, pesquisando hospedagem, descolando uma barraca de camping, pensando num bate/volta. E se quiser aprofundar as informações, vale de tudo. Cada um viaja de uma maneira e topa certos programas. Eu mesma, numa viagem à Bahia, me alojei 3 noites com uns amigos numa casa em construção porque nossas barracas tiveram problemas. O que não é a necessidade!

Algumas vantagens de planejar uma viagem a um lugar “logo ali”:

– A passagem de ônibus ainda é muito mais em conta do que a aérea e não tem que chegar uma hora antes para check in. Além, é claro, daqueles que não viajam por medo de avião.

– Mesmo as passagens sendo baratas, já há empresas viárias que dividem em 3x o valor da viagem. Vale perguntar, se preferir o parcelamento.

– Se o destino escolhido estiver muito perto ( eu considero perto se o tempo de ida/volta somarem até 4 horas, mas isso é bem subjetivo), e o orçamento for muito apertado, vale a pena um “bate e volta”  e, assim, economiza a hospedagem.

– Caso não encontre informações sobre o destino escolhido em blogs de viagens (coisa que acho bem pouco plausível!), os sites de prefeituras costumam ter informações básicas.

– Se for possível pagar uma ou duas diárias, o melhor é uma pequena pousada ou um hostel (embora seja mais fácil encontrar hostels em cidades mais turísticas)

– Quem estiver com o espírito aventureiro aflorado, vale até um camping. Como é perto, não fica tão desconfortável carregar barraca. As áreas de camping são mais baratas e têm estruturas. Se não as tiver, aí é espírito aventureiro mesmo!

O que importa é mesmo ir. No final de semana passado, estava a trabalho em Volta Redonda. Resolvi que já que estava perto de Penedo, valeria a pena um gasto extra. Total? R$ 34 por uma esticada a Penedo num sábado de sol. Trilhas, cachoeiras, caminhadas, almoço e retorno no final da tarde. Uma simples questão de aproveitar as oportunidades. Foi ou não um ótimo negócio?

 

Mônica SouzaPor Monica Sousa
Monica Sousa é jornalista. Mestre em Comunicação. Viajante sem luxos. Descobriu o prazer de viajar sozinha e não parou mais. No blog batendo-perna mostra que é possível se divertir gastando pouco. Viajar bem e barato.

 

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