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Primeiro dia do Carnaval do Pelourinho é marcado por clássicos carnavalescos e muita diversidade

17/02/2012

Primeiro dia do Carnaval do Pelourinho é marcado por clássicos carnavalescos e muita diversidade


E ainda, nos largos Tereza Batista, Pedro Archanjo, Quincas Berro d’Água e Praça das Artes diversos estilos musicais seguem fazendo a festa
 
Foi espetacular o show de abertura do palco principal do Carnaval do Pelourinho realizado na noite do dia 16 de fevereiro, primeiro dia de carnaval, no Largo do Pelourinho. Marcada por grandes encontros, a noite temática em homenagem à guitarra baiana foi iniciada pelos alunos da escola Osmar Macedo, que protagonizaram uma belíssima apresentação ao lado de Aroldo Macedo, tocando grandes clássicos dos carnavais compostos pela dupla Dodô e Osmar.

Para Aroldo Macedo, a preservação do estilo é algo que deve ser mantido. “Foi muito especial essa iniciativa da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) de colocar no mesmo palco o reinventor da guitarra baiana, Armandinho, ao lado de outros músicos que admiram e tocam o instrumento e desses meninos que estão aprendendo a tocá-lo e que serão os grandes propagadores dessa arte. ”É algo fantástico e enriquecedor”, diz Aroldo Macedo. Essa opinião é compartilhada pelo cantor Morotó Slim, da banda pernambucana Retrofoguetes, “É fantástico saber que algo importante como a guitarra baiana atrai um público jovem interessado em aprender a tocar esse instrumento”, admira Slim.

O músico Júlio Caldas afirma que a iniciativa da SecultBA e do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) além de  inovadora é enriquecedora por propagar a diversidade cultural de forma igualitária, possibilitando que todos os segmentos participem do Carnaval. “A SecultBA tem um cuidado maior com a qualidade do que se apresenta. E isso está refletido na  programação do Carnaval do Pelourinho”, argumenta Caldas.

Com atrações diversificadas para todos os gostos, o Pelourinho atrai um público plural em uma programação que congrega do samba ao rock.
 
Carnaval da diversidade

A diretora do CCPI, Arany Santana, comemorou a repercussão do primeiro dia do Carnaval do Pelourinho, “Trabalhamos com todas as adversidades, por isso é tão prazeroso termos esse retorno positivo. Esse é o primeiro Carnaval do CCPI. Fizemos o nosso primeiro evento momesmo com essa visão de inclusão, de valorização e resgate da cultura carnavalesca. Esse retorno significa que estamos coerentes com as nossas metas e princípios”, afirma Arany.
Para o Secretário de Cultura da Bahia, Albino Rubim, concretizar um projeto que visa a reunir a pluralidade cultural da Bahia é algo muito prazeroso. “Reconhecer e promover a diversidade cultural da Bahia, que é a nossa maior riqueza, é algo imensurável”, diz.

Crianças, idosos, turistas e baianos formaram a plateia dos shows que atenderam a todos os estilos musicais. “Essa é a primeira vez que o meu filho, Arthur (7), vem ao carnaval. Por isso escolhi o Pelourinho, um lugar familiar, seguro e espaçoso, onde ele pode brincar e eu posso curtir os shows de forma tranquila”, diz Sidney Oliveira (28).

“Vim ao carnaval do Pelourinho para relembrar o passado. Gosto do carnaval à moda antiga”, diz o aposentado Antonio Araribe,(71). Sua opinião é compartilhada pela esposa, Cecília Barbosa (48), que trouxe filho e neto para o Carnaval do Pelourinho, “Gostamos das marchinhas, de ouvir músicos tradicionais como as cantadas por Armandinho.”, diz a dona de casa.
 
Outros palcos

Na Praça das Artes, a banda Mosiah mostrou o seu reggae num repertório composto por músicas próprias e de músicos consagrados como Gilberto Gil. Entusiasmado com o show, o vocalista Luciano Correia enfatizou a importância de se incluir estilos musicais diferentes no Carnaval. “Carnaval é diversidade, e tocar no  Pelourinho, local considerado como o reduto do reggae, é algo maravilhoso”, comemora Correia. A noite segue com apresentações da banda Cascadura, no Largo Tereza Batista; Orquestra do Maestro Zeca Freitas, Pedro Archanjo e Manos Preto, na Praça das Artes.

Outros carnavais

Blocos tradicionais como os Mascarados de Maragogipe, Orquestra Jurema, A Mulherada, Rolinha Preguiçosa e Diamante Negra fizeram a festa pelas ruas do Pelourinho e relembraram os outros carnavais. Com um repertório de marchinhas, charangas e frevos, os blocos arrastaram baianos e turistas pelas ladeiras do Pelô.

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